quinta-feira, 22 de abril de 2010

A fita branca

Humano, demasiado humano

O filme se passa a meses de ser desmascarada a Grande Ilusão de Norman Angel: contrariando a lógica que o interesse comercial contribuiria para a cooperação entre as nações, a Europa entrará em duas guerras totais.

Principalmente a Alemanha, onde se passa o enredo, vai contestar, por meio da guerra, a condição de inferioridade relativa que experimentava, dada sua rápida industrialização desacompanhada de maior importância política.

A Realpolitik de Bismark foi suficiente para gerar integração e desenvolvimento econômico, porém faltou o prestígio. As fronteiras alemãs eram pequenas demais para garantir o espaço vital de Ratzel para a geração de jovens que como Adolf Hitler se alistou em 1918.

Subjugados, atemorizados e dominados pelo desejo de revolta, esses jovens serão capazes de atrocidades. Um filme para os mesmos livres pensadores para os quais se recomenda Nietsche.

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Professora universitária na FAAP e UNIP. Integra as Comissões de Mídia e Entretenimento do IASP e da OAB/SP. Pesquisa questões ambientais internacionais, transformações jurídicas decorrentes da Internet, mutações do capitalismo globalizado e metodologia. Tem graduação em Direito, especializações em Diplomacia Econômica, Tributário, Política e Relações Internacionais, mestrado em Comunicação Social na Contemporaneidade. Faz Doutorado em Direito Ambiental Internacional com bolsa CAPES. http://lattes.cnpq.br/8898848038418809